Maïa Barouh (Japão)

A encerrar a segunda noite do festival, temos um dos concertos de maior fusão desta edição, Maïa Barouh canta usando uma técnica especial de uma pequena ilha no sul do Japão, misturando-a com sons modernos e elétricos.

Maïa Barouh passou a sua infância viajando e ouvindo música pelo mundo, daí também encontrarmos algumas tradições vocais Gipsy, Médio Oriente ou africano em todo um reportório de um Japão moderno e tradicional.

O terramoto e o acidente nuclear que atingiu o Japão em 11 de Março de 2011, marcou um ponto de viragem no desenvolvimento de Maïa como artista. A catástrofe provocada pelo homem e a destruição que se seguiu a empurraram para se enraizar ainda mais nas tradições musicais do Japão, reunindo canções de pescadores, aldeões, camponeses na região de Fukushima e levando-os para o mundo com uma interpretação muito própria, como testemunho da riqueza e do poder de uma área agora reduzida a escombros.

Maïa já lançou vários álbuns no Japão e já trabalhou com artistas como Cyro Baptista, Arto Lindsay, Kip Hanrahan e Yasuaki Shimizu.

Numa noite que ser jovem e irreverente, Maïa apresenta-se pela primeira vez em Portugal.

Dia 16


Sexta-feira

23h00

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